Célia apresenta reforma da Câmara a presidentes de associações e diz que não “vê a quem responder” sobre críticas

0
164

    Na manhã desta segunda-feira (26), a vereadora e presidente da Câmara Municipal, Célia Almeida Galindo (PSB), resolveu colocar em pratos limpos os comentários que circulam nas redes sociais sobre a obra de reforma e ampliação da Casa James Pacheco, levando para ver a obra mais de 20 presidentes de associações de moradores. Um dos mais ferrenhos críticos é o ex-vereador, e servidor cedido ao gabinete da prefeita Madalena Britto (PSB), Luciano Pacheco (PSD), que dispara contra a aliada da prefeita na câmara municipal.

“Não vejo a quem responder”, assim a vereadora Célia Galindo resumiu sua resposta quando questionada pelos presidentes de associações se responderia as críticas e comentários da internet. Ela preferiu explicar aos presentes todo o processo da reforma, como encontrou o prédio e levar os presidentes para ver de perto todo o andamento da reforma e os novos espaços que foram criados, a exemplo do segundo andar que, mesmo na última grande reforma, em 2011, quando o ex-vereador Luciano presidia a casa, ficou ocioso.

Relatou que para fazer a reforma suspendeu a participação de servidores e vereadores nos congressos de capacitação desde agosto do ano passado. Lembrou que a Câmara vive com 7% do orçamento municipal e que a verba que tem é para fazer a reforma. “O segundo andar encontrava-se vazio, um vão, telhado se desmanchando em pó. Tínhamos 90 pessoas com salários de R$ 1.600,00. Reduzimos para 54 e aumentamos os salários equiparando com os da prefeitura; foi o primeiro aumento após 12 anos. Quando fizemos a lei que reajustou os salários, a um ano atrás, todos os vereadores votaram. Nada escondido. Foi tudo transmitido pela internet e pela rádio”, comentou a vereadora.

Célia disse que fez uma auditoria na folha da Câmara que foi repassada ao Tribunal de Contas e nela identificou servidores que tinham duplo emprego. Tiveram que deixar o cargo e deverão devolver o dinheiro recebido dos cofres públicos. Sobre as obras, confirmou que elas são acompanhadas diretamente pelo Tribunal de Contas do Estado.

Sobre a polêmica com a Associação Comercial, a vereadora Célia Galindo afirmou que é assunto superado e que teve que tirar o banheiro da entidade para dar espaço para o elevador, mas irá deixar pronto após a reforma dois banheiros para a entidade. Sobre o espaço que pleiteava do auditório da ACA, já teria recebido da prefeita a garantia da cessão do prédio da Prefeitura Velha, que seria reformada e restaurada, abrigando a parte administrativa da Câmara e na parte superior um museu para retratar a história de Arcoverde. Para isso será alugada uma casa para abrigar a agência do Trabalho.

Citou que a reforma foi realizada mediante uma tomada de preço, da qual participaram 7 empresas, sendo a vencedora a Costa Lira com um valor bem abaixo do estimado pelo setor de engenharia. Sobre a obra, disse que encontrou três pisos na Casa James Pacheco, com cerâmica em cima de cerâmica e que vai verificar se isso está dentro da legalidade. No próximo dia 5 de abril acontece a licitação para a compra do elevador.

Antes de ir acompanhada dos presidentes de associações até a Câmara de Vereadores em reforma, a vereadora Célia Almeida Galindo (PSB), disse que está fazendo um levantamento de todas as obras de reformas feitas nos últimos 20 anos e irá repassar todas as informações e valores investidos para a população e todas as leis votadas foram votadas de forma púbica, com conhecimento de todos os vereadores.

“Não quero meu nome em obra, a obra é do povo de Arcoverde. Vamos arrancar todas as placas que fazem promoção pessoal, pois assim reza lei”, concluiu Célia Galindo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui