O discurso não poderia ser outro. Após a derrota do Náutico por 3×1 para o Paysandu, na Arena de Pernambuco, pela 34ª rodada da Série B, o técnico Roberto Fernandes admitiu que a esperança em uma fuga do rebaixamento à Série C apoia-se apenas em critérios matemáticos. Psicologicamente e tomando por base o desempenho dos atletas na competição, uma reação milagrosa está quase descartada.

“Como matematicamente ainda há possibilidade (de escapar), não posso cravar. Psicologicamente, como situação de competição, se tornou uma coisa praticamente impossível. Numa reta final de competição, o Internacional, todo poderoso, fazendo dois jogos em casa, não conseguiu três vitórias seguidas (ano passado, na Série A). Mas a matemática nos permite e temos que jogar para vencer.É muito difícil ter uma combinação de quatro vitórias seguidas e duas , três equipes não pontuarem mais”, afirmou.

O jogo contou novamente com um público baixo, com pouco mais de dois mil torcedores. Para o treinador, um reflexo de que até mesmo os mais esperançosos já não acreditam mais em uma reação na Segundona. “O CT desde a vitória do Santa Cruz estava lotado de placas com os dizeres ‘eu acredito’, mas acho que o torcedor mesmo não acreditava. A torcida do Náutico é muito exigente e está muito sofrida. Isso muda até o perfil do próprio torcedor”, lamentou.

Com 31 pontos e na 19ª posição, o Náutico precisa de uma sequência impecável, além do tropeço dos concorrentes, para conseguir um milagre e escapar do rebaixamento à Série C. Na melhor das hipóteses, o clube pode alcançar 43 pontos. Com essa pontuação, o risco de queda ainda é de 65%. Na próxima rodada, o Timbu recebe o Londrina, também no estádio de São Lourenço da Mata. “Contra eles, não vamos brincar. Vamos entrar em campo em busca da vitória, como fizemos em todos os jogos desde que estou aqui. Mas na questão física, técnica, tática e emocional, esse grupo topou no seu limite”, frisou Roberto.

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