Pernambuco padece, há anos, de uma condução nada profissional de incentivo ao turismo local. Como este segmento administrativo entra no rol das negociações políticas, envolvendo o cargo de secretário, o Estado vai sempre perdendo espaço para outras capitais da Região. São raras as exceções que escapam deste estigma.

Um estado privilegiado como o nosso, que dispõe de um volumoso e qualificado acervo turístico, deixa de atrair maiores fluxos por falta de uma política consistente e eficaz para sua promoção com a visibilidade que ainda não tem.

Estamos ficando atrás da Bahia e do Ceará por falta disto: profissionalismo na divulgação do Estado.

O segmento “turismo de negócios” perdeu metade do seu contingente de visitantes desde 2015. Isto se reflete diretamente nas taxas de ocupação dos hotéis da Região Metropolitana do Recife.

O colapso das atividades industriais e navais de Suape e os efeitos contundentes da persistente crise econômica nacional, atingiram fortemente o setor.

Para piorar este quadro, a decadência física do Centro de Convenções concorreu para a perda de importantes eventos congressuais, que sempre conseguiram atrair para o Recife importantes fluxos de turistas. Tais fluxos estão sendo capturados pela eficiência da política de promoção dos seus novos, enormes e modernos centros de convenções de Salvador e Fortaleza, ambos em pleno e efetivo funcionamento.

Para se ter algo concreto, um norte para ações permanentes no setor, tem que se reunir as instituições, ouvi-las e definir-se daí um caminho de chegar a algo que realmente possa se chamar de “política para o setor”.

Que se convide a ABIH-PE, o RCVB, a FECOMERCIO, a FIEPE, as UNIVERSIDADES, a ABAV-PE, a ABRAJET, o SINGTUR-PE e o conjunto de secretários da RMR e cidades-polos para, juntos, pensar-se em uma saída na forma de plano que ataque as mazelas deste ineficiente segmento econômico do Estado.

A pós-pandemia vai forçar um incremento do turismo interno face ao clima geral desfavorável para se partir para o exterior. Exigências e restrições de muitos países, além do elevado cambio concorrerão para isto.

O Nordeste vai tornar-se point de atração de muitos destes novos fluxos que incrementação o turismo interno. Quem estiver melhor preparado, vai se dar bem! Caso contrário, ficará só “a ver navios”, como se diz por aí afora.

Darei, aqui, continuidade ao presente texto porque este tema demanda isto: críticas construtivas e aporte de soluções passiveis de serem implementadas por um Governo que enxergue este setor olhando para um horizonte que está adiante, além da faixa de pedestre!

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