O Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco apresentou crescimento acima da média nacional no terceiro trimestre de 2020. Após queda de 9,6% entre os meses de abril, maio e junho, período de maior impacto da pandemia na economia, o Estado cresceu 10,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior, enquanto o PIB nacional registrou aumento de 7,7% no mesmo comparativo. Em termos de valores correntes, a economia pernambucana agregou R$ 52,7 bilhões, no 3º trimestre. Os dados foram divulgados pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco – Condepe/Fidem.

O resultado positivo já era esperado por membros do instituto de pesquisa, que vinha acompanhando o crescimento do PIB mensalmente no Estado. “O crescimento de 10,8% em relação ao trimestre anterior é porque tivemos baque forte nos outros dois trimestres do ano. Foi um período em que a pandemia afetou mais a economia, principalmente o setor terciário e, um pouco, a indústria”, analisou Maurilio Lima, diretor de estudos e pesquisa da Condepe/Fidem.

Além de superar a média nacional ao comparar o terceiro trimestre com o segundo, Pernambuco obteve melhores resultados que o Brasil nos outros três comparativos, como mostra o infográfico.

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Mesmo com o aumento de 10,8% em comparação ao segundo semestre, o PIB pernambucano ainda está negativo no acumulado do ano (-2,7%). E a expectativa, mesmo com o aquecimento da economia no final de ano, é que o Estado feche 2020 com retração no indicador. “Nós já sentimos que o mês de outubro, que integra o quarto trimestre, foi bem positivo. Dificilmente o PIB será positivo, mas com certeza a retração será minimizada nesses últimos meses”, afirmou Maurílio Lima.

O comportamento do PIB de Pernambuco, no trimestre em relação ao trimestre anterior, decorreu do seguinte resultado dos três grandes setores econômicos: Agropecuária (5,9%), Indústria (24,6%) e Serviços (6,4%). Em relação ao terceiro trimestre de 2019, a agropecuária obteve o melhor resultado em Pernambuco e no Brasil, registrando aumento de 20,7% e 0,4%, respectivamente. O destaque neste setor foi a produção das chamadas lavouras temporárias – cana-de-açúcar, mandioca, milho, cebola, entre outros- que cresceram 56,3%. Já a pecuária -bovinos, ovos e aves- cresceu 4,0%.

Entre as atividades industriais, que cresceram 7,9% quando comparada ao ano passado, o destaque foi o aumento na indústria da transformação (11,7%). Já o setor de serviços mostrou que ainda está sofrendo com a pandemia da Covid-19, apresentando decréscimo de 2,5% em relação a 2019. O comportamento do subsetor de transportes, que retraiu 17,2%, foi o principal responsável pelo resultado, enquanto o comércio registrou crescimento de 7,9%.